Após denunciar violência doméstica, a vida de Amber Heard e Johnny Depp nunca mais foi a mesma.
Como agora, por exemplo, em que a atriz revelou ter recebido ameaças de morte após acusar o ex-marido. A informação é do jornal The Washington Post, que publicou um artigo assinado pela própria Amber:
“Tinha que mudar o número de telemóvel semanalmente por estar a receber ameaças de morte. Durante meses, eu raramente deixei meu apartamento e, quando saí, fui perseguida por câmeras em drones e fotógrafos a pé, em motos e em carros” afirma a atriz de 32 anos de idade.
No texto, além de expor as ameaças, Amber Heard também comenta que acima de tudo colocou sua carreira em risco ao decidir expôr a verdade.
“Há dois anos tornei-me uma figura pública representando as vítimas de abuso doméstico e senti a força plena da cultura de ódio contra mulheres que dizem a verdade. Amigos e conselheiros avisaram-me que eu jamais voltaria a conseguir trabalho como atriz – que eu entraria numa lista negra. Eu perdi um papel num filme. Eu tinha um contrato de dois anos como imagem de uma marca e a empresa demitiu-me. Surgiram questões se eu iria continuar como Mera na Liga da Justiça e Aquaman. Eu vi, em tempo real, como as instituições protegem afinal os homens acusados de abuso”, declara.
Já no fim do artigo, a atriz pede, no entanto mais apoio às mulheres que se encontram na mesma situação.
“Quero garantir que as mulheres que dão a cara para falar sobre violência recebem mais apoio. Estamos elegendo representantes que sabem quão profundamente nos preocupamos com essas questões. Podemos trabalhar juntos para exigir mudanças nas leis, regras e normas sociais – e corrigir os desequilíbrios que moldaram as nossas vidas”, finaliza.


















