Rita Guerra foi a convidada especial de Júlia Pinheiro esta terça-feira, dia 2, no programa das tardes da SIC. Numa conversa marcada pela emoção, a cantora recuou à infância para lembrar que foi com apenas 13 anos que conheceu o seu primeiro marido. Casou pouco depois, ainda muito novinha, por vontade dos pais. 

Não sabia ainda o que era o amor, mas foi depois de dizer o ‘sim’ no altar que passou a ter contacto com uma nova realidade: a violência psicológica e doméstica que a acompanhou durante anos.

Forçada a afastar-se dos pais, a artista conta que vivia “dominada pelo medo”. 

Ultrapassada esta relação violenta, Rita lançou-se no mundo artístico e começou o que viria a ser uma carreira de sucesso.

Depressão e tentativa de suicídio

Mais tarde, as tormentas do passado voltaram e um momento de muitas dúvidas levou-a a pensar em suicídio. Procurou ajuda médica e conseguiu vencer os seus fantasmas. “Libertei-me da medicação que me acompanhou durante muitos anos há relativamente pouco tempo”, revela.

Outro dos momentos de grande tristeza pelos quais já passou e que esta tarde recordou em conversa com Júlia Pinheiro foi a morte do seu irmão mais velho. José faleceu no dia em que Rita realizava o sonho de cantar na Eurovisão. A notícia só lhe foi dada quando chegou a Portugal. No espaço de um ano perdeu a mãe e o irmão.

Quinto casamento para breve

O passado não foi fácil, mas trouxe-lhe as ferramentas certas para viver o presente de forma graciosa. Ao lado de André Bergano, com que namora há quatro anos, a artista voltou a encontrar o amor.

No programa foi surpreendida pelo companheiro, que cantou para si a música ‘Shallow’, de Lady Gaga. O momento deixou a cantora em lágrimas e foi ainda no rescaldo da emoção que confirmou que poderá em breve oficializar a relação com o companheiro.

“O casamento para mim nesta altura tem de ser com muitas certezas. Portanto, sim vou casar outra vez”, afirmou. Recorde-se que, caso a união se confirme, este será o quinto casamento de Rita Guerra.